quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Debate
Os debates são sempre saudáveis, quando representam a legítima liberdade de expressão, embasada no respeito. Temos visto um debate bastante interessante acontecendo na mídia como um todo.
Em relação, por exemplo, aos vários fatos que ocorreram nesta metade do ano, e que, em linhas gerais foram denominados de “manifestação popular”, vejo-me intrigado, quanto ao debate sobre o assunto, quando este em si, se dá de forma fragmentada. Tão fragmentada que esquecemos a regra mais básica de todas as regras, somos todos a mesma coisa, gente.
É muito impressionante o momento que vemos acontecer debaixo de nossos olhos, mas, se procurarmos nos posicionar como gente, apenas, tudo poderá tomar um novo rumo.
Não vejo sequer a necessidade de compararmos estes acontecimentos com os ocorridos na década de sessenta, em plena ditadura militar.
Precisamos nos concentrar no momento atual, e aí, concordo com quem diz não haver comparação possível por conta das inúmeras mudanças que a sociedade sofreu ao longo dos anos.
Precisamos nos afastar dos conceitos enraizados em nosso inconsciente e nos lançarmos rumo ao novo mundo, ou seja, sair da ótica em que geralmente nos firmamos e procurar ver tudo e todos, pelos olhos do espírito.
Isso não tem nada a ver com religião. É vida, simplesmente. Antes de pensarmos a respeito de um determinado assunto nos dizendo, eu sou policial, eu sou jornalista, eu sou prefeito, eu sou analista político, etc, precisamos exercitar nosso verdadeiro direito de simplesmente “ser”. Ser o que? Gente.
Precisamos incentivar nossas crianças e jovens a praticarem desde cedo o debate saudável, dentro das escolas. Antes mesmo de se auto-intitularem isso ou aquilo, deixar que pensem e se expressem como, gente.
Medo
Eu tinha medo de rir, vergonha de sorrir.
A afirmação pode parecer absurda, mas é verdadeira. Assim, com medo de rir e vergonha de sorrir, foi que cresci. Até ria, sorria, mas com receio à crítica. Isso gera um sentimento profundo de preocupação em relação a estar aqui, neste plano.
Mas tudo bem, sobrevivemos a isso. Digo sobrevivemos porque sei que não sou o único, e sim, um, dentre toda uma geração. Sabe aquela máxima de “moça não poder andar de bicicleta porque perdia a virgindade”? Não se tratava de uma lenda, era fato. Perder a virgindade num banquinho? Não, não, era fato, que acontecia de fato a proibição.
Imagino que nos planos superiores, todos riem, sorriem o tempo todo. Sorrir é deixar a porta do espírito aberta para a vida.
Numa ocasião em que estive com meu filho mais velho hospitalizado por uma semana, isso quando ele tinha cinco anos, já não sabendo mais o que fazer para alegrá-lo, passei numa banca e levei para o hospital um gibi do Chico Bento. Sentei ao lado dele na cama e comecei a ler. Porém, havia um diferencial na minha interpretação, pois eu lia falando do jeito que, supostamente, o personagem do Chico falaria se estivesse ali, lendo os balõezinhos a risca.
Com isso consegui, depois de dias seguidos, instalar um belo sorriso na face de meu filho, o que me encheu o coração de alegria também.
Então, porque sempre foi tão amargo rir? Eu tinha medo de rir e vergonha de sorrir. Medo de rir porque rir era algo relacionado a estar fazendo alguém de palhaço e isto era encrenca na certa. Sorrir, porque sorrir era um ato de espontaneidade para o qual eu não havia sido libertado. É mais ou menos como ficar olhando para o tronco das chibatadas com um sorrisinho amarelo na cara achando-se diante dum poly dance, (que frase infeliz) mas, se você deu uma risadinha, já valeu.
A afirmação pode parecer absurda, mas é verdadeira. Assim, com medo de rir e vergonha de sorrir, foi que cresci. Até ria, sorria, mas com receio à crítica. Isso gera um sentimento profundo de preocupação em relação a estar aqui, neste plano.
Mas tudo bem, sobrevivemos a isso. Digo sobrevivemos porque sei que não sou o único, e sim, um, dentre toda uma geração. Sabe aquela máxima de “moça não poder andar de bicicleta porque perdia a virgindade”? Não se tratava de uma lenda, era fato. Perder a virgindade num banquinho? Não, não, era fato, que acontecia de fato a proibição.
Imagino que nos planos superiores, todos riem, sorriem o tempo todo. Sorrir é deixar a porta do espírito aberta para a vida.
Numa ocasião em que estive com meu filho mais velho hospitalizado por uma semana, isso quando ele tinha cinco anos, já não sabendo mais o que fazer para alegrá-lo, passei numa banca e levei para o hospital um gibi do Chico Bento. Sentei ao lado dele na cama e comecei a ler. Porém, havia um diferencial na minha interpretação, pois eu lia falando do jeito que, supostamente, o personagem do Chico falaria se estivesse ali, lendo os balõezinhos a risca.
Com isso consegui, depois de dias seguidos, instalar um belo sorriso na face de meu filho, o que me encheu o coração de alegria também.
Então, porque sempre foi tão amargo rir? Eu tinha medo de rir e vergonha de sorrir. Medo de rir porque rir era algo relacionado a estar fazendo alguém de palhaço e isto era encrenca na certa. Sorrir, porque sorrir era um ato de espontaneidade para o qual eu não havia sido libertado. É mais ou menos como ficar olhando para o tronco das chibatadas com um sorrisinho amarelo na cara achando-se diante dum poly dance, (que frase infeliz) mas, se você deu uma risadinha, já valeu.
Contra
Ainda me causa surpresa o emprego que fazemos da palavra “contra”, institucionalizando uma verdadeira campanha. A “campanha dos contras”. Eu sei que é só uma palavra, uma força de expressão. Mas devemos lembrar que o que usamos em nossa linguagem é muito forte. Então, porque ser contra o câncer? O câncer não é algo com o qual tenhamos que nos defrontar. Não é um indivíduo e mesmo em relação aos indivíduos esse termo é contraditório. Ao contrário, devemos buscar uma retomada de consciência, em relação a todas as coisas, para as quais dizemos ser contra. Ora, aqui usei o câncer apenas como ilustração, mas as campanhas do contra estão espalhadas por todo canto. Contra as drogas, contra o arrojo salarial, contra o preconceito, contra a impunidade, contra, contra e contra.
Todas essas coisas para as quais dizemos ser “contra” são apenas reflexos, resultados, colheitas que fazemos de outras coisas que plantamos, lá atrás. Então, penso que seria mais coerente usarmos o termo “a favor”, que por si só invoca mais cura do que contra.
Se você se vê diante de uma situação negativa, de nada lhe valerá erguer bandeiras “contra” essa situação, pois se ela se materializou em sua vida é porque foi semeada de alguma forma, seja de um jeito pessoal e íntimo, seja na coletividade. Então, seremos “a favor”, de uma conscientização das mentes, dos comportamentos, uma cura, enfim, de âmbito global.
Seja “a favor” da cura do câncer, “a favor” de uma melhor distribuição de renda, “a favor” da igualdade dos direitos humanos, “a favor” de uma visão política unificada, enfim, ao invés de manifestar-se “contra” a doença, manifeste-se “a favor” de sua prevenção.
Não sou contra nada porque isso gera energia “contrária”, mas, sou a favor de acharmos a forma mais benéfica possível para buscarmos resultados.
O não do sim e o sim do não
Dentro do não, há um sim e dentro do sim há um não. Isso é natural. Nada precisa ser exato. O Universo não se preocupa com a exatidão das coisas e festeja a imortalidade da relatividade. A relatividade é o não do sim dentro do sim do não. É uma piada harmônica e bela, que não pratica booling, mas diverte-se com a cara de todos nós.
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