segunda-feira, 10 de março de 2014

Crack, epidemia do medo

Crack, a Epidemia do medo.

Para quem quiser ler a matéria a que me refiro busque no Google jornal PIONEIRO de Caxias do Sul, dia 10/03/2014, a matéria “Crack, 20 anos de epidemia”.

Impossível, num único texto, elaborado por uma única mente humana, discutirmos a abrangência desta chamada “epidemia”. Lembro-me sempre do ensinamento Budista que diz “não há nada que seja somente negativo no Universo” e refiro-me também a esta situação. O que se torna mais complicado para nós, seres humanos, é lidarmos com nosso tosco Ego no sentido de encarar a verdade dos fatos de que, para o Universo, não existem injustiças, como nossa mente nos faz crer. A misericórdia Divina foi criada num momento de nossa história em que os Clérigos perceberam que estavam perdendo seu rebanho que os sustentava, para a treva e falaram então de um Deus misericordioso. No entanto, a energia vibracional universal não está ligada a esta frequência de raciocínio. Há, claro que sim, um manancial infinito de energia positiva disponível a todos. Não estou negando isso. Mas, as epidemias estão ai justamente para nos fazer acordar para a realidade de que somos nossos próprios Deuses.
Descendo da estação rodoviária, nesta manhã de segunda-feira, passei por um casal que me chamou a atenção. Vendiam algum tipo de livro ou revista, sei lá, não vem ao caso, que trazia como título “A verdadeira história sobre a criação”, ora, absurdo total. Nossa mente não tem a capacidade de sintonizar-se com esta verdade. Se um médium viesse a mim para dizer que “viu toda a história da criação” eu não acreditaria pelo simples fato de não crer ser a mente humana capaz de tal conexão. No entanto, se o mesmo médium me viesse com este recado, após ter desencarnado, seria mais fácil de crer, pois ele estaria vibrando numa frequência diferenciada. O que isso tem a ver com o Crack? Tudo, querido leitor, tudo! Aí é que está o problema. Ou seja, ainda vibramos numa frequência “separatista” que nos faz crer que o assunto “crack” é de teor político, ou religioso, ou policial, ou de teor educacional... Enfim, nossa sensibilidade se deixa abater por nossa moralidade. O Crack é assunto de todos nós sem exceção. Aí é que está o “lado positivo desta situação”. É o Universo nos mostrando que nossas atitudes negativas estão batendo a nossa porta. O lado bonito desta epidemia (permitam-me dizer e perdoem-me todos que têm parentes sofrendo com isso) é justamente, gritar a todos que “- Não há separação de nada no Universo”. Aí está a prova. De filhos ricos a filhos pobres, muito pobres, todos estão se entregando.
Cura? A cura disso está na cura da nossa moral. Precisamos levar este assunto, refiro-me ao assunto “drogas” para as escolas como matéria didática. Precisamos levar aos nossos alunos, o assunto, para ser estudado em toda a sua estrutura. Matéria mesmo, com prova e tudo. Precisamos levar nossas crianças para dentro desta realidade. Mostrar-lhes sem medo. Levá-los para ver, desde cedo, e só assim, fazê-los entender o real perigo que há. Mas este contexto de nada valerá se, é lógico, as outras estruturas sociais não estiverem engajadas.
Deve haver debates abertos a todos, pais, educadores, políticos, polícia, padres, pastores, psicólogos, viciados e ex-viciados, todos, expondo-se ao direito de opinar.
Vejo esta epidemia como uma questão “cultural”. Não no sentido cultural de música, artes plásticas, etc, mas no sentido da “cultura do medo” imposta a nós desde sempre e agora se mostrando, se materializando a nossa frente na forma de pessoas viciadas. Medo, medo e medo. Precisamos vencê-lo. Muitas vezes me pego pensando em que caminho seguir, como pessoa, para fazer algo a respeito. Acabo me deixando vencer pelos meus problemas pessoais e quando percebo, estou fazendo “porra nenhuma”. Isso é o Crack moral, o Crack da acomodação, o Crack da imbecilidade que ainda me assola e desafia. Esta epidemia, a meu ver, está aí para mostrar a todos nós que já estamos infectados há muito tempo pela pior de todas as epidemias, a Ignorância, que toma forma de Medo, e nos vence.
Espero sinceramente receber comentários e sugestões sobre tudo. Críticas, xingamentos, sei lá, tá valendo tudo. O fato mais importante é que, querendo ou não estamos todos fumando desta pedra, assim como fuma, quem não fuma, mas fica muito próximo do fumante aspirando a fumaça. Estamos todos fumando pedra. Somos todos “pedreiros”. O grande desafio é transpor isso sem que venhamos a sucumbir.
Novas políticas públicas se fazem urgente. Ações, atitudes. Confesso-me muito perdido sobre o que fazer a respeito, de real, de concreto. Por isso, tirei o chapéu para o jornalista Guilherme Pulita do jornal PIONEIRO de Caxias do Sul, em 10/03/2014 e espero sinceramente que Deus, nosso Deus interior, nos guie nesta batalha.

Este assunto não se encerra, por isso, na certeza de que teremos de falar sobre ele, não há ponto final nesta frase

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