quarta-feira, 2 de abril de 2014

Yin e Yang




“Muito mais que um conceito, uma forma de sentir.”

No universo não há estagnação, mas isto não significa que o universo seja tenso e diga às galáxias que não pode ficar parado. Há movimento e ação constantes, porém, dentro de uma harmonia completamente natural e espontânea. Quando falamos de Yin e Yang estamos falando de uma das mais belas simbologias a que a mente humana foi capaz de criar, para, singelamente demonstrar a ideia de como duas energias antagônicas se mantêm, apesar deste antagonismo, inseridas uma dentro da outra.
Ao contrário do que se imagina, quando falamos de Yin e Yang, não estamos falando de Dualidade universal. O Yin e o Yang simbolizam sim, para nós, as dualidades da vida, mas isso se dá para que possamos ter entendimento sobre algo maior. Ou seja, a dualidade da não dualidade.
Olhe atentamente para o diagrama e perceba o seguinte: Você na verdade está olhando para uma figura estática que simboliza um estado de movimento constante. Simboliza um estado de transformação contínua. Simboliza uma constante transmutação energética.
A Existência flui incessantemente sem prender-se aos nossos conceitos de acima e abaixo, à esquerda e a direita, etc. O símbolo do Yin e Yang traz em si esta realidade. Quando Yin torna-se Yang, quando Yang passa a assimilar Yin, quando Yang penetra Yin e Yin deixa-se envolver por Yang e assim por diante. Todas as palavras que procurarmos usar serão poucas, mas por outro lado há uma imensidão de palavras possíveis que se encaixam neste contexto.
Quando você estiver lendo este texto, olhe para um ponto qualquer do ambiente. O que vê? O ar? O oxigênio? Não, você está sempre olhando para esta realidade, o Yin e o Yang. O oxigênio está contido dentro do Yin e Yang e ao mesmo tempo contém os dois em constante ação e interação. Isso é o que significa a simbologia gráfica, a constante universal.
Algo que não possui fórmula nem forma, mesmo assim está presente em todo o universo. Não possui rima, construção ou destruição, mas é capaz de construir e destruir a partir de outros princípios associados.
Você está diante de algo que não possui começo, meio e fim.  Observe o símbolo atentamente e procure compreender o seguinte: Ele não está dizendo a você que há uma bolinha preta dentro de um peixe branco e uma bolinha branca dentro de um peixe preto. Não, isso é básico, é apenas mental. Tente, mentalmente, fazer com que o símbolo comece a girar. Vá girando, girando, girando incessantemente. O que terá? Você terá a harmonia universal, ou seja, o movimento dentro do estático e o aparente estático dentro do movimento. Isso é Tao. E o Tao é simbolizado pelo símbolo, ainda que de maneira gráfica e limitada. Em tudo há este princípio. Nos átomos, nas moléculas, no núcleo dos átomos, enfim, em toda a Existência. O Tao lhe abraça afetivamente, mas para sentir o calor deste abraço você precisa se despir de conceitos.



Gilberto Cardoso

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