Penso que temos à nossa
disposição, uma ótima ferramenta para trocarmos idéias e expandir as informações
que circulam pelo mundo. O nome dessa ferramenta é "internet". Aqui,
temos a liberdade de expôr nossos "eus", e de forma direta, alcançarmos
algum resultado imediato. Ou não. Alguns aspectos da vida são intrigantes, para
mim um dos mais intrigantes na história do homem é a incapacidade que este tem,
de acreditar em si mesmo. Para isso criou-se a religião. Aí temos a desculpa
viável que precisávamos para todas as questões. Inventou-se a frase "Deus
quiz assim" e pronto, mais uma vez estamos livres de todas as nossas
responsabilidades. Ora, dizer que " Deus nos ama tanto que até mandou seu
único filho para morrer por nós..." é besteira. Desculpem, mas, filho
único é demais para minha cabecinha. Então Jesus era filho único? Mas não era
mimado, sim porque para vir pra cá para ser crucificado, aceitando esta missão,
assim, sem reclamar, então era único, mas não era mimado. Porém, se Jesus era
filho único, o que eu sou então? Vizinho? Ora, não creio que Deus em sua
onipotência e onisciência precisaria usar de um artifício tão primário quanto o
sacrifício para nos dizer algo. Creio sim, que este mestre veio à nós para
falar de "amor" simplesmente. Mas, ao perceber que as coisas estavam
indo por outro caminho, aceitou e passou a lição mesmo assim. A ciência quanto
mais estuda mais percebe que está falando de espiritualidade. Os cientistas
estão chegando, depois de anos e anos de estudo, às mesmas conclusões que Chico
Xavier, Madre Tereza, Gandhi, Dalai-Lama, etc, etc, etc... Quando você diz que
tudo é uma "questão mental" você está dizendo que tudo "é uma
questão espiritual", pois mente e espírito caminham absolutamente juntos
nesta estrada maravilhosa que é a vida. O grande segredo é o sentir... O nosso
sentir é o nosso termômetro. Há médiuns fazendo cirurgias, cortando o corpo
físico de seus eleitos à olhos nus, e, cientistas vêm à mídia para dizer que é
tudo farsa. Ora, nem uma coisa nem outra. É possível induzir uma pessoa à uma
cirurgia sem anestesia? Sim, é possível. É necessário dar para isso o nome
"religião"? Não. Claro que não. É necessário dar para isso o nome de
"ciência"? Não, claro que não. Como definir isso então? Aí é que está
a questão, não há o que definir, apenas o que sentir. Mas somos preguiçosos.
Ah, esse negócio de sentir dá trabalho. Melhor ir ao culto e pegar tudo pronto.
Por isso são necessários os padres, os bispos, os pastores, e todo o tipo de
religiosos que há, porque somos preguiçosos. Se não fosse assim bastaria irmos
para qualquer lugar, sentar embaixo de uma àrvore, e pronto, tudo aconteceria,
bastaria fechar os olhos e respirar profundamente. Você já ouviu ou leu algo
parecido com isso em algum momento da vida? Sim, claro que sim!Isso é ruím?
Não, à menos que alguém
venha dizer que estou plagiando. Mas mesmo assim eu diria que a única coisa que
precisamos realmente fazer é "acordar". Ora, isso eu também já li...
É, meus queridos, poderíamos dizer isso também à respeito do discurso de vários
mestres quando nos parecem tão familiar. Do que estamos falando afinal? Estamos
falando da inutilidade da "crença", não a verdadeira crença, mas a
crença que te deram ao nascer. A crença verdadeira é aquela que você lê nos
olhos de uma criança, é aquela que você sente quando alguém diz que lhe ama, é
aquela que você sente quando seu filho lhe abraça forte... Não precisamos questionar
se as coisas são verdadeiras ou não. Precisamos é sentir. Se você estiver
diante de um médium que faz cirúrgias e este lhe cortar com um bisturi de
verdade na frente de todos e te curar, ótimo. Mas se alguém vier te dizer que
tudo é indução mental, ótimo. Perceba o seguinte, o que importa é o
resultado.Até mesmo Jesus pode ter usado tais técnicas de indução mental,
porém, com o coração cheio de amor. O fato é que toda a religião até hoje
criada pelo homem é "indução mental". Ahhh... É mesmo... Então é por
isso que as igrejas lotam? Sim, é por isso. No entanto, devemos estar atentos
para o fato de que os "Seres de luz" não vêem as coisas por este
ângulo, e se fazem presente em todos os lugares, aproveitando o momento para
passar-nos algo de bom. Ah, então tudo é uma farsa! (dirá a mente científica),
não, tudo é fé (dirá a mente religiosa). Mas aí é que está a questão, chegamos
ao ponto. Não observemos nada por um modo tão estreito. Não nos denominemos
mais, cientistas ou religiosos, pois assim o fazendo estamos perdendo a grande
oportunidade de sermos muito mais que ambos. Desejo à todos muita luz e paz.



