segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O nome que se dá, ao que, nome nao há


 
       Penso que temos à nossa disposição, uma ótima ferramenta para trocarmos idéias e expandir as informações que circulam pelo mundo. O nome dessa ferramenta é "internet". Aqui, temos a liberdade de expôr nossos "eus", e de forma direta, alcançarmos algum resultado imediato. Ou não. Alguns aspectos da vida são intrigantes, para mim um dos mais intrigantes na história do homem é a incapacidade que este tem, de acreditar em si mesmo. Para isso criou-se a religião. Aí temos a desculpa viável que precisávamos para todas as questões. Inventou-se a frase "Deus quiz assim" e pronto, mais uma vez estamos livres de todas as nossas responsabilidades. Ora, dizer que " Deus nos ama tanto que até mandou seu único filho para morrer por nós..." é besteira. Desculpem, mas, filho único é demais para minha cabecinha. Então Jesus era filho único? Mas não era mimado, sim porque para vir pra cá para ser crucificado, aceitando esta missão, assim, sem reclamar, então era único, mas não era mimado. Porém, se Jesus era filho único, o que eu sou então? Vizinho? Ora, não creio que Deus em sua onipotência e onisciência precisaria usar de um artifício tão primário quanto o sacrifício para nos dizer algo. Creio sim, que este mestre veio à nós para falar de "amor" simplesmente. Mas, ao perceber que as coisas estavam indo por outro caminho, aceitou e passou a lição mesmo assim. A ciência quanto mais estuda mais percebe que está falando de espiritualidade. Os cientistas estão chegando, depois de anos e anos de estudo, às mesmas conclusões que Chico Xavier, Madre Tereza, Gandhi, Dalai-Lama, etc, etc, etc... Quando você diz que tudo é uma "questão mental" você está dizendo que tudo "é uma questão espiritual", pois mente e espírito caminham absolutamente juntos nesta estrada maravilhosa que é a vida. O grande segredo é o sentir... O nosso sentir é o nosso termômetro. Há médiuns fazendo cirurgias, cortando o corpo físico de seus eleitos à olhos nus, e, cientistas vêm à mídia para dizer que é tudo farsa. Ora, nem uma coisa nem outra. É possível induzir uma pessoa à uma cirurgia sem anestesia? Sim, é possível. É necessário dar para isso o nome "religião"? Não. Claro que não. É necessário dar para isso o nome de "ciência"? Não, claro que não. Como definir isso então? Aí é que está a questão, não há o que definir, apenas o que sentir. Mas somos preguiçosos. Ah, esse negócio de sentir dá trabalho. Melhor ir ao culto e pegar tudo pronto. Por isso são necessários os padres, os bispos, os pastores, e todo o tipo de religiosos que há, porque somos preguiçosos. Se não fosse assim bastaria irmos para qualquer lugar, sentar embaixo de uma àrvore, e pronto, tudo aconteceria, bastaria fechar os olhos e respirar profundamente. Você já ouviu ou leu algo parecido com isso em algum momento da vida? Sim, claro que sim!Isso é ruím?

        Não, à menos que alguém venha dizer que estou plagiando. Mas mesmo assim eu diria que a única coisa que precisamos realmente fazer é "acordar". Ora, isso eu também já li... É, meus queridos, poderíamos dizer isso também à respeito do discurso de vários mestres quando nos parecem tão familiar. Do que estamos falando afinal? Estamos falando da inutilidade da "crença", não a verdadeira crença, mas a crença que te deram ao nascer. A crença verdadeira é aquela que você lê nos olhos de uma criança, é aquela que você sente quando alguém diz que lhe ama, é aquela que você sente quando seu filho lhe abraça forte... Não precisamos questionar se as coisas são verdadeiras ou não. Precisamos é sentir. Se você estiver diante de um médium que faz cirúrgias e este lhe cortar com um bisturi de verdade na frente de todos e te curar, ótimo. Mas se alguém vier te dizer que tudo é indução mental, ótimo. Perceba o seguinte, o que importa é o resultado.Até mesmo Jesus pode ter usado tais técnicas de indução mental, porém, com o coração cheio de amor. O fato é que toda a religião até hoje criada pelo homem é "indução mental". Ahhh... É mesmo... Então é por isso que as igrejas lotam? Sim, é por isso. No entanto, devemos estar atentos para o fato de que os "Seres de luz" não vêem as coisas por este ângulo, e se fazem presente em todos os lugares, aproveitando o momento para passar-nos algo de bom. Ah, então tudo é uma farsa! (dirá a mente científica), não, tudo é fé (dirá a mente religiosa). Mas aí é que está a questão, chegamos ao ponto. Não observemos nada por um modo tão estreito. Não nos denominemos mais, cientistas ou religiosos, pois assim o fazendo estamos perdendo a grande oportunidade de sermos muito mais que ambos. Desejo à todos muita luz e paz.


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