segunda-feira, 23 de setembro de 2013


Dilema

A, B ou C?




Se você é o A, bom, estará sempre na mira de alguém e seu lugar ao sol estará sempre vigiado. Mas se você é o B, bom, ai sai um pouco da evidência e nem sempre terá esta inveja toda direcionada à você. Ninguém vai querer ser você, todos vão querer ser o  A. Mas se você é o C, isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque nunca vão querer o seu lugar e ruim porque você vai ter um pouco mais de trabalho para lidar com isso. Então, seja você mesmo porra.

O sistema




        Estamos aqui para burlar o sistema. Fugir do sistema. Quebrar o sistema. Queimá-lo, vencê-lo, transformá-lo... Pegá-lo pelos braços (sistema tem braços?) e levá-lo até a beira do abismo e arremessá-lo lá de cima. - Estamos aqui para nos tornarmos assassinos? - Não, calma... é tudo metáfora. - Ah bom! - O sistema é nosso diabo. Vamos exorcizá-lo. Repita comigo;  - Sai sistema! Sai sistema, sai deste corpo que ele não te pertence! O sistema é a desculpa das desculpas. A desculpa do novo milênio. Você vai à um departamento qualquer reclamar sobre alguma coisa e lhe dizem: - Não posso fazer nada senhor... é o sistema... ou – Não adianta reclamar, é o sistema. Alguém rouba milhões dos cofres públicos e de quem é a culpa? Do caráter? Não, do sistema. E o que dizer da espiritualidade? Disciplina. Espiritualidade é disciplina, não, sistema. Mas a disciplina na espiritualidade não é o que pensamos aqui neste plano. A disciplina na espiritualidade é um “fazer” completamente livre de “ego”. Não tente bater continência aos anjos, será engraçado, só isso.

O sentir

O sentir é nossa chave mestra para abrir todas as portas que se fazem necessárias que passemos, rumo à evolução ascendente, princípio básico do Universo. Sendo assim, teremos todo o tempo, o sentir, como nosso referencial. Os livros, filmes, palestras, músicas, enfim, tudo o que nos é apresentado e assimilado pelos nossos cinco sentidos, é paliativo, pois somente o sentir nos remeterá ao Todo. O sentir no sentido mais amplo da palavra, não-dicionário, ou seja, o sentir espiritual e verdadeiro. Por isso, devemos ter o cuidado de não nos fixarmos em conceitos arraigados ao longo dos tempos, impostos à nós, pela pseudo-sabedoria-popular e analisarmos daqui pra frente o que nos vier, por um cunho mais elevado libertando-nos do inconsciente-coletivo das massas. Sendo assim, a cada leitura que fizermos, seremos questionados sobre o seu significado real, desta forma aprendendo o que está contido nas entrelinhas.
         Se você estiver diante de uma situação ou um Ser, qual seja, o sentir será sua única e possível ferramenta de medição. Será sua salvação ou ruína total. Encoste sua mão numa superfície fervente; - o que você sente? Tranque a entrada de ar em seus pulmões; - o que você sente? Separe-se de alguém que ama; - o que sente? Posicione-se diante de um Ser das trevas; - o que sente? Sentir, sentir, sentir... Sempre será este o seu termômetro. Seu peso e sua medida diante de todas as experiências da vida.

E quando fala vida de forma alguma estou falando desta aparente limitação tempo-espaço, que classificamos existente entre o nascimento corpóreo físico e o desencarne deste. Vida, aqui, representa toda a manifestação existente em Tudo que é o Todo, e em todas as manifestações possíveis deste Todo, em relação à nossa percepção. Entendeu? Ótimo. Agora, peguemos nosso sentir e façamos o exercício de perceber a vida. A vida flui o tempo todo, quer aceitemos ou não as coisas como elas se manifestam. Isso é vida! Isso é, e-vo-lu-ir... E é fantástico, pois é pra isso que estamos aqui. Sendo assim, pegue todos os conceitos que lhe impuseram ao longo dos anos e jogue-os no lixo. Viva sem eles e sinta o que lhe acontecerá. Talvez no começo você tenha umas dores de estômago, um mal estar, uma sensação de “to abandonando o que não devia”, mas, com o passar do tempo e o “fritar dos ovos” tudo irá para o seu lugar. Até porque o Todo tem lugar pra tudo. Isso é Deus. Isso é o que nos faz pensar A Grande Fraternidade Branca, Eles, os seres iluminados que a constituem desejam do fundo de seus corações que acordemos. Esse despertar é a própria iluminação inerente a todos nós. 

O que há




        O que desejo realmente é minha liberdade de volta, mas não esta liberdade incômoda a que se referem as pessoas, mas sim, àquela a que se referem os anjos. É, os anjos. Aí aparecerá um cientista que dirá: - Anjos não existem... – E eu direi: - Ah, muito obrigado pela informação. A liberdade a que refiro-me é aquela que me libertará da roda de sansara, da roda das encarnações. E serei. Serei o que? Apenas serei. Voce já experimentou “ser”? Mas sem se perguntar, “o que”?  Um dia, o demônio veio conversar comigo e disse: - Vamos fazer o seguinte, eu te dou uma vida após a outra lá na Terra, você vai se divertir, transar e ganhar dinheiro... em troca, você fica preso à um sistema contínuo, de partir e voltar... O que acha? 

O nome que se dá, ao que, nome nao há


 
       Penso que temos à nossa disposição, uma ótima ferramenta para trocarmos idéias e expandir as informações que circulam pelo mundo. O nome dessa ferramenta é "internet". Aqui, temos a liberdade de expôr nossos "eus", e de forma direta, alcançarmos algum resultado imediato. Ou não. Alguns aspectos da vida são intrigantes, para mim um dos mais intrigantes na história do homem é a incapacidade que este tem, de acreditar em si mesmo. Para isso criou-se a religião. Aí temos a desculpa viável que precisávamos para todas as questões. Inventou-se a frase "Deus quiz assim" e pronto, mais uma vez estamos livres de todas as nossas responsabilidades. Ora, dizer que " Deus nos ama tanto que até mandou seu único filho para morrer por nós..." é besteira. Desculpem, mas, filho único é demais para minha cabecinha. Então Jesus era filho único? Mas não era mimado, sim porque para vir pra cá para ser crucificado, aceitando esta missão, assim, sem reclamar, então era único, mas não era mimado. Porém, se Jesus era filho único, o que eu sou então? Vizinho? Ora, não creio que Deus em sua onipotência e onisciência precisaria usar de um artifício tão primário quanto o sacrifício para nos dizer algo. Creio sim, que este mestre veio à nós para falar de "amor" simplesmente. Mas, ao perceber que as coisas estavam indo por outro caminho, aceitou e passou a lição mesmo assim. A ciência quanto mais estuda mais percebe que está falando de espiritualidade. Os cientistas estão chegando, depois de anos e anos de estudo, às mesmas conclusões que Chico Xavier, Madre Tereza, Gandhi, Dalai-Lama, etc, etc, etc... Quando você diz que tudo é uma "questão mental" você está dizendo que tudo "é uma questão espiritual", pois mente e espírito caminham absolutamente juntos nesta estrada maravilhosa que é a vida. O grande segredo é o sentir... O nosso sentir é o nosso termômetro. Há médiuns fazendo cirurgias, cortando o corpo físico de seus eleitos à olhos nus, e, cientistas vêm à mídia para dizer que é tudo farsa. Ora, nem uma coisa nem outra. É possível induzir uma pessoa à uma cirurgia sem anestesia? Sim, é possível. É necessário dar para isso o nome "religião"? Não. Claro que não. É necessário dar para isso o nome de "ciência"? Não, claro que não. Como definir isso então? Aí é que está a questão, não há o que definir, apenas o que sentir. Mas somos preguiçosos. Ah, esse negócio de sentir dá trabalho. Melhor ir ao culto e pegar tudo pronto. Por isso são necessários os padres, os bispos, os pastores, e todo o tipo de religiosos que há, porque somos preguiçosos. Se não fosse assim bastaria irmos para qualquer lugar, sentar embaixo de uma àrvore, e pronto, tudo aconteceria, bastaria fechar os olhos e respirar profundamente. Você já ouviu ou leu algo parecido com isso em algum momento da vida? Sim, claro que sim!Isso é ruím?

        Não, à menos que alguém venha dizer que estou plagiando. Mas mesmo assim eu diria que a única coisa que precisamos realmente fazer é "acordar". Ora, isso eu também já li... É, meus queridos, poderíamos dizer isso também à respeito do discurso de vários mestres quando nos parecem tão familiar. Do que estamos falando afinal? Estamos falando da inutilidade da "crença", não a verdadeira crença, mas a crença que te deram ao nascer. A crença verdadeira é aquela que você lê nos olhos de uma criança, é aquela que você sente quando alguém diz que lhe ama, é aquela que você sente quando seu filho lhe abraça forte... Não precisamos questionar se as coisas são verdadeiras ou não. Precisamos é sentir. Se você estiver diante de um médium que faz cirúrgias e este lhe cortar com um bisturi de verdade na frente de todos e te curar, ótimo. Mas se alguém vier te dizer que tudo é indução mental, ótimo. Perceba o seguinte, o que importa é o resultado.Até mesmo Jesus pode ter usado tais técnicas de indução mental, porém, com o coração cheio de amor. O fato é que toda a religião até hoje criada pelo homem é "indução mental". Ahhh... É mesmo... Então é por isso que as igrejas lotam? Sim, é por isso. No entanto, devemos estar atentos para o fato de que os "Seres de luz" não vêem as coisas por este ângulo, e se fazem presente em todos os lugares, aproveitando o momento para passar-nos algo de bom. Ah, então tudo é uma farsa! (dirá a mente científica), não, tudo é fé (dirá a mente religiosa). Mas aí é que está a questão, chegamos ao ponto. Não observemos nada por um modo tão estreito. Não nos denominemos mais, cientistas ou religiosos, pois assim o fazendo estamos perdendo a grande oportunidade de sermos muito mais que ambos. Desejo à todos muita luz e paz.