quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Espiritualidade e chimarrão

         As diversas maneiras que os espíritos escolhem para viver nesta meditação, são incríveis. Todas, sem excessão são válidas. Algumas, são tristes, mas válidas. Não há sensação mais profunda do que a que experimentamos ao amar um filho. O amor que temos por nossos filhos é um mergulho no mergulho. Amar alguém do sexo oposto, é maravilhoso, mas ainda assim não compara-se ao amor desprendido entre pais e filhos.
           Por isso, não me chibateio por minhas escolhas ou pelo fato de não ter a mesma capacidade meditativa de outras pessoas. (ficar sentado de bobeira, numa cadeira de varanda, olhando a paisagem num dia de vento forte, é e sempre foi, minha forma mais profunda de meditação) É interessante ouvir quando alguém diz; " quero me espiritualizar", como se isso dependesse exclusivamente de "religião", ou algo parecido.

                Levante-se todos os dias e viva a sua vida fazendo o bem, não há recompensa maior neste mundo do que a de deitar e dormir de consciência tranquila, isto é, espiritual. O mundo está um caos? Então ore e faça o que estiver ao seu alcance. Orar é uma grande dádiva. Porém, não se considere melhor que ninguém por fazê-lo ao seu modo. Se tu oras mil aves-Maria todos os dias enquanto teu vizinho ora somente duas, não se compare.

                  Espiritualizar-se! O que é espiritualizar-se? Tudo! Tudo é uma grande experiência espiritual. Isso é o Tao. Neste exato momento de minha carnalidade, sinto-me um fracasso em todas as minhas empreitadas, no entanto, sou vitorioso, pois poderia ter sucumbido à muitas outras formas de expressão que poderiam ter me levado à um fim trágico. Mas esta é a minha experiência. Superar-me e vencer meus próprios limites. O que para alguém é uma besteira, tirada de letra, para outro pode ser um drama. E vice-versa. Isso é, espiritualidade. Diferentes graus de compreensão sobre as coisas.





                       O que nos diferencia ,na realidade, é nossa capacidade ou incapacidade em relação as coisas. Por isso, temos de ser cautelosos em relação à nossas experiências e principalmente em relação as experiências dos outros.

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