segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Domingo

Um domingo qualquer   

        Quem disse algo sobre a dúvida?  Não faço idéia. Mas ousaria dizer que a dúvida em si não constitui nenhum pecado mortal. Ela, a dúvida, em muitos momentos é capaz de levar-nos à criação. Você se depara com a dúvida, e então cria.
       É preciso criar, ou você sucumbirá à dor da dúvida. A dúvida é como uma facada dada feito tiro a queima-roupa e ao mesmo tempo, tem um sabor de picolé em tarde de verão regado a banho de mangueira. Banho de mangueira?  Isso não é politicamente ecológico. Bah...
       Há um espaço entre o céu e o inferno, entre yin e yang, entre ele e ela, entre você partir ou ficar, sorrir ou chorar. Há um espaço que é em si, somente o que é. Por isso dizemos, “eu sou o que sou”. E se alguém lhe perguntar: - Mas o que você é, afinal? Apenas sorria e retire-se. Permaneça em silêncio.
        A dúvida é uma bosta necessária. É o adubo, que no fim tratará de adubar nossas vãs existências. Aquela coisa de sentimento de paciente terminal sentado na beira do mar olhando a beleza da vida. Mas logo se estará em lugar mais belo ainda! Será? Ah, a dúvida.
        Caro amigo (a) não preencha teus espaços vazios com umbrais desnecessários. O pior ( e talvez, único pecado) é não querer curtir o céu. (aleluia!) Tenho tentado ver esta questão toda por um ângulo melhor.
         Radical? Não, eu disse, melhor... – Ahhhhh... radical. Ora, radical é surfar nas ondas do tsunami do apocalipse. Deus é um barato.
       O que desejo realmente, é conduzir-te à um lugar ou estado de consciência onde os cavaleiros do apocalipse não possam te alcançar.

       Ora. Onde? Teu interior. A essência de Tudo está em tudo. Ohhhhhh. Nesta eu me puxei.  Vamos começar de novo. Quem disse algo sobre a dúvida? Porque sentir dúvida parece um pecado? Eu vim aqui para reclamar o meu direito à dúvida. Decidi compartilhar isso com vocês. ( bem feito, quem mandou passar e-mail, agora, tem que suportar texto de domingo chapado ao som de chimarruts). 

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