Um domingo
qualquer
Quem disse algo sobre a dúvida? Não faço idéia. Mas ousaria dizer que a
dúvida em si não constitui nenhum pecado mortal. Ela, a dúvida, em muitos
momentos é capaz de levar-nos à criação. Você se depara com a dúvida, e então
cria.
É preciso criar, ou você sucumbirá à dor
da dúvida. A dúvida é como uma facada dada feito tiro a queima-roupa e ao mesmo
tempo, tem um sabor de picolé em tarde de verão regado a banho de mangueira. Banho
de mangueira? Isso não é politicamente
ecológico. Bah...
Há um espaço entre o céu e o inferno,
entre yin e yang, entre ele e ela, entre você partir ou ficar, sorrir ou
chorar. Há um espaço que é em si, somente o que é. Por isso dizemos, “eu sou o
que sou”. E se alguém lhe perguntar: - Mas o que você é, afinal? Apenas sorria
e retire-se. Permaneça em silêncio.
A dúvida é uma bosta necessária. É o
adubo, que no fim tratará de adubar nossas vãs existências. Aquela coisa de
sentimento de paciente terminal sentado na beira do mar olhando a beleza da
vida. Mas logo se estará em lugar mais belo ainda! Será? Ah, a dúvida.
Caro amigo (a) não preencha teus
espaços vazios com umbrais desnecessários. O pior ( e talvez, único pecado) é
não querer curtir o céu. (aleluia!) Tenho tentado ver esta questão toda por um
ângulo melhor.
Radical? Não, eu disse, melhor... –
Ahhhhh... radical. Ora, radical é surfar nas ondas do tsunami do apocalipse.
Deus é um barato.
O que desejo realmente, é conduzir-te à
um lugar ou estado de consciência onde os cavaleiros do apocalipse não possam
te alcançar.
Ora. Onde? Teu
interior. A essência de Tudo está em tudo. Ohhhhhh. Nesta eu me puxei. Vamos começar de novo. Quem disse algo sobre a
dúvida? Porque sentir dúvida parece um pecado? Eu vim aqui para reclamar o meu
direito à dúvida. Decidi compartilhar isso com vocês. ( bem feito, quem mandou
passar e-mail, agora, tem que suportar texto de domingo chapado ao som de
chimarruts).
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