Ao onze de setembro, nada. Acho que deveríamos falar sobre o verdadeiro terrorismo à que estamos presos. Perdoem-me os que perderam entes queridos, não os quero ofender, nem dizer que a queda das torres gêmeas não foi algo horrível, pois foi, mas, derrubar prédios físicos qualquer imbecil é capaz de fazer. Jogar-se contra alguém com o corpo cheio de bombas, na minha opinião não é bem terrorismo, mas sim BOBISMO, BABAQUISMO, e tantos outros adjetivos.
Pensemos então no derradeiro e verdadeiro terrorismo, qual seja, o legado de imbecilidades que estamos plantando em nossas mentes. Estes fatos continuarão sempre acontecendo se não nos dispormos a acordar. O terrorismo que nos invade a alma, por trás deste débil terrorismo físico é que é realmente perigoso.
O terrorismo das falsas aparências, da corrupção e do ganho fácil. O terrorismo da prostituição e pedofilia, o terrorismo de ser mal atendido em repartições públicas por pessoas que se acham superiores, o terrorismo do tráfico de influências, o terrorismo do blá, blá, blá das campanhas políticas tão semelhante e atraente quanto o blá, blá, blá do ensino público. O terrorismo do "não pensar por preguiça", "não pensar por escravidão", "não pensar por achar-se incapaz", o terrorismo do salário mínimo comparado aos salários dos magistrados, doutorados e etc e tal.
De que terrorismo estamos, nós, seres humanos, falando afinal?
Você já derrubou suas torres gêmeas hoje?
Todos nós, queridos irmãos, não se iludam, todos nós naquele dia, derrubamos aqueles dois prédios, tarefa essa, executada por instrumentos afegãos (ou não), mas intimamente ligados à cada um de nós. Somos um Todo. Um Todo que deve reavaliar-se.
As teorias que defendem uma ordem secreta por trás de tudo isso, tornam-se "bosta de galinha" se comparadas ao fato de que somos seres divinamente livres e sábios, mas ainda optamos pelo jogo do poder fácil. Se há ou não uma ordem secreta por trás de tudo, quem sabe, o fato é que somente uma coisa pode superar isso. O amor.
Hoje, faço minha homenagem ao onze de setembro, lembrando dos judeus queimados vivos nos campos de concentração, lembrando dos inúmeros abortos, estupros e assaltos de todos os dias. Hoje, faço minha homenagem ao onze de setembro, ao doze, ao treze... Onde está o terrorismo senão nos nossos corações?
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