quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Futebol, os "ismos" e Alice

Certos fenômenos são impressionantes pela sua dinâmica e versatilidade. Talvez, de todos, o que mais me intriga é o futebol e suas paixões fanáticas. O homem criou seus "ismos" como um ponto de referência em sua existência e passagem pela dimensão da matéria. Jesus veio nos falar algo e então criaram o catolicismo, Buda, também viera com uma mensagem importante, mas criaram o budismo, Alan Kardec veio mostrar um caminho de comunicação entre encarnados e desencarnados, e criaram o cardecismo. E por ai vai, islamismo, facismo, ocultismo e até nadismo... Ora, tudo é futebol enfim! Tudo é futebol disfarçado de religião. É cômico, pois tudo o que cada um destes seres maiores, que por aqui passaram, queriam, era justamente que nos firmássemos em nós mesmos. No meu caso por exemplo, eu seria um seguidor do "gilbertismo"? Aí, viria então Alice, para dizer-me que não vivo num país de maravilhas e estou enganado em relação à tudo o que penso. Quando vejo na tv um estádio completamente lotado, e centenas de torcedores gritando em prol de um mesmo objetivo, emociono-me tanto que quase choro. É um fenômeno lindo de morrer. Lindo de morrer?(Que frase infeliz.) Alguem diria: - Cortem-lhe a cabeça!
Esqueça todos os ismos em tua vida. Os estádios possuem algum tipo de magia que faz com que muitas pessoas gritem ao mesmo tempo por um simples gol, sem sequer questionarem sobre as opções religiosas umas das outras.É magia? Não, é escapismo mesmo. Ora, sou mesmo um tolo por digitar estas linhas, mas, tolo também é gente.
Imagine se nós, humanos, já estivéssemos conseguindo jogar tamanha força e energia em causas realmente úteis e enchessemos ginásios para debates realmente úteis. Hã? Bom, agora realmente devo ter arranjado uns bons milhares de anti-fãs. É engraçado, muito engraçado... Aos pastores de plantão, podem ir tirando o sorrizinho da cara, porque ao referir-me em estádios cheios, não referia-me à vocês. Alice está fazendo aulas de poli-dance. É o fim dos tempos.

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