quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Drogas e a força

As drogas não têm força alguma. É um engano quando dizem, " - não tenho controle sobre a droga." ou "- a droga está batendo na porta de todos nós." Estão dando força para quem não a tem, em verdade. A droga virou um personagem trágico, fruto de nosso despreparo e ignorância. O problema é que estamos dando identidade para as drogas. Na verdade elas, as drogas, assim como os demônios, apenas ocupam um espaço vazio quando o encontram.
Este espaço deveria estar sendo preenchido com coisas maiores. Deveríamos estar utilizando na sua totalidade o nosso direito de sermos eternas crianças. As drogas, ocupam-se pelo espaço gerado por nossas frustrações e medos.
Sendo assim, nunca mais pergunte à uma criança "- o que você vai ser quando crescer?" isso equivale a "-qual droga você vai usar quando crescer.", no cérebro humano.
Seja criança o tempo todo. As drogas são uma maneira da própria existência nos mostrar o quanto estamos nos afastando do caminho. E o caminho não tem nome nem time.
Deixe esse papo de "o lado negro da força" para os filmes de ficção. Não façamos das drogas um mestre negro do qual não conseguimos fugir. Drogas não batem à porta de ninguém, nós é que aos poucos vamos perdendo a cor e o sabor da vida. E isto se dá principalmente por matarmos a infância muito cedo.
Sejamos moleques irresponsáveis, no sentido sadío da palavra. Se seu filho perder uma competição esportiva, comemore e leve-o para tomar sorvete. Se sua filha não for convocada para um desfile de moda, vibre, e leve-a para comer pizzas.
O medo que temos de permitirmo-nos ao descaso, à preguiça e ao  riso fácil, é a droga que bate-nos na cara.
As drogas não são mestres, são apenas o fruto de nossas crenças mais básicas e instintivas tomando forma diante de nossos olhos na pele esquelética dos ex-cheiradores de cola. Nunca diga que você tem medo do crack. Isto é impossível de se conceber. Dizer que você está com medo do crack é o mesmo que temer a própria sombra.
O crack, reside em nossas sombras. É, o lado negro da força, ( e bem que eu não queria referir-me assim), ou, como disse-me um amigo numa janta, "- o lado afro-descendente da força."

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