Eu, Martha
Medeiros e o Lobo Mal.
Li no Face um texto atribuído à Martha Medeiros sobre
casamentos e manifestei-me dizendo que concordava com ela. Pois bem, o Face,
assim como o Universo é um espaço vazio onde palavras são palavras, o céu é o
céu e o inferno é o inferno.
O fato na verdade a que me referia é justamente a educação
que temos desde nossa infância. Não sou contra o casamento, até porque ser
contra qualquer coisa nos faz experimentá-la ainda mais, até que aprendamos a
lição.
O que me espanta na vida é sermos sempre direcionados ao
casamento com os outros, quando na verdade, penso que o primeiro casamento que
deveria existir é o casamento do indivíduo com ele mesmo.
É neste ponto que me refiro concordar com o raciocínio da
Martha, pois foi assim que o interpretei.
É bom casar. É bom ser casado e poder chegar em casa e
encontrar alguém com quem compartilhar todas as coisas. Eu não afirmo que sou
contrário a isso, mas sou sim, contrário a ideias pré-estabelecidas de
felicidade. Assim como desde cedo somos vulgarmente levados a decidir por um
time, também nos fazem crer que devemos o quanto antes decidir sobre casar ou
viver solteiro. Tudo balela.
Não creio em laranjas sem metade correndo por aí atrás de sua
outra face, até porque isso nos faz apodrecer mais rápido, visto que estamos
sem a roupagem necessária de um dos lados.
A ideia de almas gêmeas me assusta pois nos transforma em
almas fantasmas correndo de um lado para o outro em busca de algo que está e
sempre estará dentro de nós mesmos.
Por toda a experiência de vida que tenho e por anos
trabalhando com pessoas, penso sim, como Martha, que somos seres absolutamente
inteiros e que, é óbvio, uma vez estando nesta condição mundana, quando
acompanhados por um amor verdadeiro, nos tornamos ainda maiores.
Mas, vejamos bem, mas, se não casamos com nós mesmos e nos
jogamos diretamente em relacionamentos afetivos sentimos de cara o peso de uma
responsabilidade que automaticamente passamos ao outro, quando na verdade
deveríamos estar assumindo sobre nós mesmos.
Ser feliz é que é a questão. Ser feliz com o que se É
certamente tornará mais fácil encontrar a felicidade no outro também. O
casamento é algo maravilhoso, mas o casamento como nos empurram goela abaixo é
um pé no saco.
Se perguntássemos a Mário Quintana por que ele passou tanto
tempo sem uma mulher ele faria risos e poemas com isso. Nem ouso imaginar a
resposta, mas creio que ele havia encontrado na poesia sua primeira façanha,
que certamente explicava por si só a sua passagem por esta encarnação.
Viver só é triste. Somos feitos para vivermos com alguém. Mas
é realmente lamentável que sejamos programados a viver “com alguém” antes mesmo
de podermos avaliar quem realmente somos.
E o Lobo mal? Ah, o Lobo mal que se foda, quem mandou comer a
vovozinha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário