sábado, 25 de janeiro de 2014

Debate



            Os debates são sempre saudáveis, quando representam a legítima liberdade de expressão, embasada no respeito. Temos visto um debate bastante interessante acontecendo na mídia como um todo.
            Em relação, por exemplo, aos vários fatos que ocorreram nesta metade do ano, e que, em linhas gerais foram denominados de “manifestação popular”, vejo-me intrigado, quanto ao debate sobre o assunto, quando este em si, se dá de forma fragmentada. Tão fragmentada que esquecemos a regra mais básica de todas as regras, somos todos a mesma coisa, gente.
            É muito impressionante o momento que vemos acontecer debaixo de nossos olhos, mas, se procurarmos nos posicionar como gente, apenas, tudo poderá tomar um novo rumo.
           Não vejo sequer a necessidade de compararmos estes acontecimentos com os ocorridos na década de sessenta, em plena ditadura militar.
           Precisamos nos concentrar no momento atual, e aí, concordo com quem diz não haver comparação possível por conta das inúmeras mudanças que a sociedade sofreu ao longo dos anos.
          Precisamos nos afastar dos conceitos enraizados em nosso inconsciente e nos lançarmos rumo ao novo mundo, ou seja, sair da ótica em que geralmente nos firmamos e procurar ver tudo e todos, pelos olhos do espírito.
         Isso não tem nada a ver com religião. É vida, simplesmente. Antes de pensarmos a respeito de um determinado assunto nos dizendo, eu sou policial, eu sou jornalista, eu sou prefeito, eu sou analista político, etc, precisamos exercitar nosso verdadeiro direito de simplesmente “ser”. Ser o que? Gente.
          Precisamos incentivar nossas crianças e jovens a praticarem desde cedo o debate saudável, dentro das escolas. Antes mesmo de se auto-intitularem isso ou aquilo, deixar que pensem e se expressem como, gente.










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