Os debates são sempre saudáveis,
quando representam a legítima liberdade de expressão, embasada no respeito.
Temos visto um debate bastante interessante acontecendo na mídia como um todo.
Em relação, por exemplo, aos vários
fatos que ocorreram nesta metade do ano, e que, em linhas gerais foram
denominados de “manifestação popular”, vejo-me intrigado, quanto ao debate
sobre o assunto, quando este em si, se dá de forma fragmentada. Tão fragmentada
que esquecemos a regra mais básica de todas as regras, somos todos a mesma
coisa, gente.
É muito impressionante o momento
que vemos acontecer debaixo de nossos olhos, mas, se procurarmos nos posicionar
como gente, apenas, tudo poderá tomar um novo rumo.
Não vejo sequer a necessidade de
compararmos estes acontecimentos com os ocorridos na década de sessenta, em
plena ditadura militar.
Precisamos nos concentrar no momento
atual, e aí, concordo com quem diz não haver comparação possível por conta das
inúmeras mudanças que a sociedade sofreu ao longo dos anos.
Precisamos nos afastar dos conceitos
enraizados em nosso inconsciente e nos lançarmos rumo ao novo mundo, ou seja,
sair da ótica em que geralmente nos firmamos e procurar ver tudo e todos, pelos
olhos do espírito.
Isso não tem nada a ver com religião.
É vida, simplesmente. Antes de pensarmos a respeito de um determinado assunto
nos dizendo, eu sou policial, eu sou jornalista, eu sou prefeito, eu sou
analista político, etc, precisamos exercitar nosso verdadeiro direito de
simplesmente “ser”. Ser o que? Gente.
Precisamos incentivar nossas crianças
e jovens a praticarem desde cedo o debate saudável, dentro das escolas. Antes
mesmo de se auto-intitularem isso ou aquilo, deixar que pensem e se expressem
como, gente.
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