Precisamos,
como sociedade criativa que somos encontrar meios de manifestar um grau maior
de sanidade em nosso sistema social. Tudo está correlacionado e nada foge a
nada. Parece uma frase Taoista? Que seja, mas o fato é que andamos rumo a um
colapso e nossa única saída é a elevação de nosso nível de consciência.
De tempo em
tempo, jornalistas abandonam a carreira para enveredarem pela política supondo
que, assim, poderão fazer mais pela sociedade do que vinham fazendo como jornalistas
e acabam por tornarem-se políticos-jornalísticos, que de todo não é uma má
ideia, visto que possuem o domínio da boa fluência verbal e argumentação forte.
Mas também, de
tempo em tempo surgem novos e irradiantes talentos no futebol, não deixando
nunca que a massa perca o sentido de suas vidas, tão pouco que os estádios
fiquem vazios.
No entanto, a
população carcerária deste nosso país cresce assustadoramente. Já são hoje,
segundo o que foi passado num telejornal da mídia, algo maior que quinhentos
mil (500.000), que, sem muita coisa para fazer, cultivam o ódio em seus
corações.
Aparentemente
este texto está falando de assuntos separados um do outro. Mas não. É pura
ilusão de ótica. Ótica? Sim, a ótica pela qual olhamos o mundo.
Quando uma
pessoa atravessa a rua para jogar lixo ou entulhos num terreno baldio, está
inconscientemente abandonando seu bom senso político, alimentando seu fanatismo
por algo, aumentando a população carcerária de sua própria ignorância.
Num dia destes estava lendo uma matéria
intitulada “A revolução pedagógica” por Rosana Maria Rodrigues Santos,
coordenadora da 2ª Coordenadoria Regional de Educação, no jornal Vale dos
Sinos, de 09.01.14 e chamou-me muito a atenção o teor desta matéria.
Nela, Rosana fala
da urgência de reavaliarmos nosso currículo escolar e atualizá-lo de forma
racional para que nossas crianças e jovens parem para pensar sobre o mundo real
no qual estão inseridos.
Não tenho nada
contra aos clássicos da literatura, por exemplo, mas sinceramente, com tantos e
tantos títulos e autores novos acho uma grande perda de tempo nossos jovens, em
pleno 2014, estarem sendo “obrigados” a ler Dom Casmurro, como se este fosse o
único livro do mundo. Isso é ensino pré-histórico. Devemos urgentemente lançar
nas mãos de nossos jovens títulos instigantes que os faça pensar além das
fronteiras submissas deste sistema falido, ou estaremos fadados a vê-los
sucumbirem diante do crak, diante de seus games e depois, diante de seus ídolos
que correm dentro de um campo, suados, atrás de uma bola de couro. Não sou
contra o futebol! Apenas me manifesto muito usando este tema, porque me
impressiona o gigantismo que este esporte alcançou na sociedade. Acho louvável
os inúmeros jovens que saem de suas vidas pobres e crescem como jogadores
movendo fortunas para que nossa própria máquina econômica se mantenha. Tudo faz
parte. O que me intriga é que quando criança somos levados a crer que Pedro
Álvares Cabral descobriu o Brasil, depois, temos que escolher um timão e
pronto.
Tudo está
inserido em tudo. Isso é papo que chove no molhado. Sabemos disso, os antigos
falavam disso, Cristo veio falar sobre isso. E daí? Bom, daí que ainda não
conseguimos nos livrar do blá-blá-blá imposto. Isso não tem nada a ver com
conversa política, partido político (coisa que realmente não tenho), tem a ver
somente com o que tem a ver.
Do que este
texto está falando afinal? Ora, estou me deixando livre para me manifestar,
isso é bom. É sadio. Conversa de bar mesmo. E nem bebi nada.
Hoje
estamos sendo levados a ver os gladiadores do futuro quebrarem suas pernas em
público defendendo seus títulos de ostentação, sendo esse segmento, atualmente,
o segmento esportivo que mais cresce no mundo. Casualidade? Não, planejamento
mesmo. É disso que este texto está tentando falar, digo tentando porque até
acho que não estou conseguindo alcançar meu objetivo com ele e é justamente por
isso, que sempre espero manifestações a respeito.
Estamos
criando uma sociedade de idiotas que adoram ver porrada e sexo debaixo de
edredons? Seria o MMA e o Big Brother Brasil, o sinal do fim dos tempos? Não,
estou apenas brincando, na verdade acho que estes dois exemplos são somente o
reflexo de uma sociedade que ainda acredita em bobagens fáceis, pois as
bobagens fáceis nos fazem relaxar em relação a esta vida difícil que temos aqui
neste plano.
Não tenho nada
contra as coisas fúteis, até porque muitas vezes elas servem sim, como um ponto
de equilíbrio dentro de nossas rotinas de trabalho. É bom deleitar-se às vezes
numas besteiras qualquer, piadas, conversas descontraídas e descomprometidas
com o lado sério da vida. Até porque, a vida não é séria. Ela é na verdade, uma
grande piada, uma aventura, uma experiência, um “stand up” que traçamos o tempo
todo por debaixo de nossas caras sisudas de seres responsáveis.
Bem, aí alguém
vai dizer; - Se a vida não é séria então porque criticar programas bobos e
pensar em reforma de ensino.
O fato é que
quando dizemos que a vida não é séria, não estamos com isso dizendo que ela é
fútil, mas sim, que ela, a vida, é uma fonte de energia que flui
independentemente de nossos paradigmas, conceitos, crenças e descrenças. E é
justamente ai, nessas crenças e descrenças que precisamos mexer. É disto que
tento falar. Na liberdade que devemos ter dentro de um total senso de
responsabilidade com o mundo.
Rir é muito bom.
Sorrir, melhor ainda. Mas acredito que realmente ainda há em nosso meio uma
sombra sinistra que nos faz crer que somos pecadores de nós mesmos.
Tudo balela.
Jesus não foi
crucificado na cruz para salvar-nos de coisa nenhuma. Ele foi parte de um plano
Universal que contava com a assistência de inúmeros seres sobre os quais nem imaginamos
a existência, até realmente creio que Ele tenha envelhecido com mulher e
filhos, tenha experimentado as coisas da carne, como fator de sua própria
jornada. Mas, torná-lo um Salvador parecia o plano perfeito para manter-nos no
sono.
No entanto,
pare para pensar no quanto o Universo poderia estar engajado em dar-nos uma
lição enviando a nós um Ser de grande magnitude para apaixonar-se, casar e
viver feliz fazendo filhos, mostrando-nos na prática que estamos dentro de um
plano material e caótico, mas que, ainda assim, nesta experiência toda está o
milagre.
O milagre está na
simplicidade.
Um dia acordaremos.
Espero que neste dia não seja tarde para sermos felizes neste plano da matéria,
que é sim, maravilhoso e belo.
O texto se perdeu em sua abordagem original, no entanto, se
você o leu até aqui, ele alcançou sua pretensão em fazê-lo refletir.
namastê
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