sábado, 25 de janeiro de 2014

Sociedade



          Precisamos, como sociedade criativa que somos encontrar meios de manifestar um grau maior de sanidade em nosso sistema social. Tudo está correlacionado e nada foge a nada. Parece uma frase Taoista? Que seja, mas o fato é que andamos rumo a um colapso e nossa única saída é a elevação de nosso nível de consciência.
          De tempo em tempo, jornalistas abandonam a carreira para enveredarem pela política supondo que, assim, poderão fazer mais pela sociedade do que vinham fazendo como jornalistas e acabam por tornarem-se políticos-jornalísticos, que de todo não é uma má ideia, visto que possuem o domínio da boa fluência verbal e argumentação forte.
        Mas também, de tempo em tempo surgem novos e irradiantes talentos no futebol, não deixando nunca que a massa perca o sentido de suas vidas, tão pouco que os estádios fiquem vazios.
       No entanto, a população carcerária deste nosso país cresce assustadoramente. Já são hoje, segundo o que foi passado num telejornal da mídia, algo maior que quinhentos mil (500.000), que, sem muita coisa para fazer, cultivam o ódio em seus corações.
       Aparentemente este texto está falando de assuntos separados um do outro. Mas não. É pura ilusão de ótica. Ótica? Sim, a ótica pela qual olhamos o mundo.
        Quando uma pessoa atravessa a rua para jogar lixo ou entulhos num terreno baldio, está inconscientemente abandonando seu bom senso político, alimentando seu fanatismo por algo, aumentando a população carcerária de sua própria ignorância.
       Num dia destes estava lendo uma matéria intitulada “A revolução pedagógica” por Rosana Maria Rodrigues Santos, coordenadora da 2ª Coordenadoria Regional de Educação, no jornal Vale dos Sinos, de 09.01.14 e chamou-me muito a atenção o teor desta matéria.
      Nela, Rosana fala da urgência de reavaliarmos nosso currículo escolar e atualizá-lo de forma racional para que nossas crianças e jovens parem para pensar sobre o mundo real no qual estão inseridos.
      Não tenho nada contra aos clássicos da literatura, por exemplo, mas sinceramente, com tantos e tantos títulos e autores novos acho uma grande perda de tempo nossos jovens, em pleno 2014, estarem sendo “obrigados” a ler Dom Casmurro, como se este fosse o único livro do mundo. Isso é ensino pré-histórico. Devemos urgentemente lançar nas mãos de nossos jovens títulos instigantes que os faça pensar além das fronteiras submissas deste sistema falido, ou estaremos fadados a vê-los sucumbirem diante do crak, diante de seus games e depois, diante de seus ídolos que correm dentro de um campo, suados, atrás de uma bola de couro. Não sou contra o futebol! Apenas me manifesto muito usando este tema, porque me impressiona o gigantismo que este esporte alcançou na sociedade. Acho louvável os inúmeros jovens que saem de suas vidas pobres e crescem como jogadores movendo fortunas para que nossa própria máquina econômica se mantenha. Tudo faz parte. O que me intriga é que quando criança somos levados a crer que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, depois, temos que escolher um timão e pronto.

           Tudo está inserido em tudo. Isso é papo que chove no molhado. Sabemos disso, os antigos falavam disso, Cristo veio falar sobre isso. E daí? Bom, daí que ainda não conseguimos nos livrar do blá-blá-blá imposto. Isso não tem nada a ver com conversa política, partido político (coisa que realmente não tenho), tem a ver somente com o que tem a ver.

            Do que este texto está falando afinal? Ora, estou me deixando livre para me manifestar, isso é bom. É sadio. Conversa de bar mesmo. E nem bebi nada.

            Hoje estamos sendo levados a ver os gladiadores do futuro quebrarem suas pernas em público defendendo seus títulos de ostentação, sendo esse segmento, atualmente, o segmento esportivo que mais cresce no mundo. Casualidade? Não, planejamento mesmo. É disso que este texto está tentando falar, digo tentando porque até acho que não estou conseguindo alcançar meu objetivo com ele e é justamente por isso, que sempre espero manifestações a respeito.
            Estamos criando uma sociedade de idiotas que adoram ver porrada e sexo debaixo de edredons? Seria o MMA e o Big Brother Brasil, o sinal do fim dos tempos? Não, estou apenas brincando, na verdade acho que estes dois exemplos são somente o reflexo de uma sociedade que ainda acredita em bobagens fáceis, pois as bobagens fáceis nos fazem relaxar em relação a esta vida difícil que temos aqui neste plano.
        Não tenho nada contra as coisas fúteis, até porque muitas vezes elas servem sim, como um ponto de equilíbrio dentro de nossas rotinas de trabalho. É bom deleitar-se às vezes numas besteiras qualquer, piadas, conversas descontraídas e descomprometidas com o lado sério da vida. Até porque, a vida não é séria. Ela é na verdade, uma grande piada, uma aventura, uma experiência, um “stand up” que traçamos o tempo todo por debaixo de nossas caras sisudas de seres responsáveis.
       Bem, aí alguém vai dizer; - Se a vida não é séria então porque criticar programas bobos e pensar em reforma de ensino.
       O fato é que quando dizemos que a vida não é séria, não estamos com isso dizendo que ela é fútil, mas sim, que ela, a vida, é uma fonte de energia que flui independentemente de nossos paradigmas, conceitos, crenças e descrenças. E é justamente ai, nessas crenças e descrenças que precisamos mexer. É disto que tento falar. Na liberdade que devemos ter dentro de um total senso de responsabilidade com o mundo.
      Rir é muito bom. Sorrir, melhor ainda. Mas acredito que realmente ainda há em nosso meio uma sombra sinistra que nos faz crer que somos pecadores de nós mesmos.
      Tudo balela.

      Jesus não foi crucificado na cruz para salvar-nos de coisa nenhuma. Ele foi parte de um plano Universal que contava com a assistência de inúmeros seres sobre os quais nem imaginamos a existência, até realmente creio que Ele tenha envelhecido com mulher e filhos, tenha experimentado as coisas da carne, como fator de sua própria jornada. Mas, torná-lo um Salvador parecia o plano perfeito para manter-nos no sono.
        No entanto, pare para pensar no quanto o Universo poderia estar engajado em dar-nos uma lição enviando a nós um Ser de grande magnitude para apaixonar-se, casar e viver feliz fazendo filhos, mostrando-nos na prática que estamos dentro de um plano material e caótico, mas que, ainda assim, nesta experiência toda está o milagre.

    O milagre está na simplicidade.

   Um dia acordaremos. Espero que neste dia não seja tarde para sermos felizes neste plano da matéria, que é sim, maravilhoso e belo.

O texto se perdeu em sua abordagem original, no entanto, se você o leu até aqui, ele alcançou sua pretensão em fazê-lo refletir.
           

        namastê









Debate



            Os debates são sempre saudáveis, quando representam a legítima liberdade de expressão, embasada no respeito. Temos visto um debate bastante interessante acontecendo na mídia como um todo.
            Em relação, por exemplo, aos vários fatos que ocorreram nesta metade do ano, e que, em linhas gerais foram denominados de “manifestação popular”, vejo-me intrigado, quanto ao debate sobre o assunto, quando este em si, se dá de forma fragmentada. Tão fragmentada que esquecemos a regra mais básica de todas as regras, somos todos a mesma coisa, gente.
            É muito impressionante o momento que vemos acontecer debaixo de nossos olhos, mas, se procurarmos nos posicionar como gente, apenas, tudo poderá tomar um novo rumo.
           Não vejo sequer a necessidade de compararmos estes acontecimentos com os ocorridos na década de sessenta, em plena ditadura militar.
           Precisamos nos concentrar no momento atual, e aí, concordo com quem diz não haver comparação possível por conta das inúmeras mudanças que a sociedade sofreu ao longo dos anos.
          Precisamos nos afastar dos conceitos enraizados em nosso inconsciente e nos lançarmos rumo ao novo mundo, ou seja, sair da ótica em que geralmente nos firmamos e procurar ver tudo e todos, pelos olhos do espírito.
         Isso não tem nada a ver com religião. É vida, simplesmente. Antes de pensarmos a respeito de um determinado assunto nos dizendo, eu sou policial, eu sou jornalista, eu sou prefeito, eu sou analista político, etc, precisamos exercitar nosso verdadeiro direito de simplesmente “ser”. Ser o que? Gente.
          Precisamos incentivar nossas crianças e jovens a praticarem desde cedo o debate saudável, dentro das escolas. Antes mesmo de se auto-intitularem isso ou aquilo, deixar que pensem e se expressem como, gente.










Eu tinha medo de rir, vergonha de sorrir.

A afirmação pode parecer absurda, mas é verdadeira. Assim, com medo de rir e vergonha de sorrir, foi que cresci. Até ria, sorria, mas com receio à crítica. Isso gera um sentimento profundo de preocupação em relação a estar aqui, neste plano.
          Mas tudo bem, sobrevivemos a isso. Digo sobrevivemos porque sei que não sou o único, e sim, um, dentre toda uma geração. Sabe aquela máxima de “moça não poder andar de bicicleta porque perdia a virgindade”? Não se tratava de uma lenda, era fato. Perder a virgindade num banquinho? Não, não, era fato, que acontecia de fato a proibição.
         Imagino que nos planos superiores, todos riem, sorriem o tempo todo. Sorrir é deixar a porta do espírito aberta para a vida.
         Numa ocasião em que estive com meu filho mais velho hospitalizado por uma semana, isso quando ele tinha cinco anos, já não sabendo mais o que fazer para alegrá-lo, passei numa banca e levei para o hospital um gibi do Chico Bento. Sentei ao lado dele na cama e comecei a ler. Porém, havia um diferencial na minha interpretação, pois eu lia falando do jeito que, supostamente, o personagem do Chico falaria se estivesse ali, lendo os balõezinhos a risca.
          Com isso consegui, depois de dias seguidos, instalar um belo sorriso na face de meu filho, o que me encheu o coração de alegria também.
         Então, porque sempre foi tão amargo rir? Eu tinha medo de rir e vergonha de sorrir. Medo de rir porque rir era algo relacionado a estar fazendo alguém de palhaço e isto era encrenca na certa. Sorrir, porque sorrir era um ato de espontaneidade para o qual eu não havia sido libertado. É mais ou menos como ficar olhando para o tronco das chibatadas com um sorrisinho amarelo na cara achando-se diante dum poly dance, (que frase infeliz) mas, se você deu uma risadinha, já valeu.
        







Contra

Ainda me causa surpresa o emprego que fazemos da palavra “contra”, institucionalizando uma verdadeira campanha. A “campanha dos contras”. Eu sei que é só uma palavra, uma força de expressão. Mas devemos lembrar que o que usamos em nossa linguagem é muito forte. Então, porque ser contra o câncer? O câncer não é algo com o qual tenhamos que nos defrontar. Não é um indivíduo e mesmo em relação aos indivíduos esse termo é contraditório. Ao contrário, devemos buscar uma retomada de consciência, em relação a todas as coisas, para as quais dizemos ser contra. Ora, aqui usei o câncer apenas como ilustração, mas as campanhas do contra estão espalhadas por todo canto. Contra as drogas, contra o arrojo salarial, contra o preconceito, contra a impunidade, contra, contra e contra.

          Todas essas coisas para as quais dizemos ser “contra” são apenas reflexos, resultados, colheitas que fazemos de outras coisas que plantamos, lá atrás. Então, penso que seria mais coerente usarmos o termo “a favor”, que por si só invoca mais cura do que contra.

          Se você se vê diante de uma situação negativa, de nada lhe valerá erguer bandeiras “contra” essa situação, pois se ela se materializou em sua vida é porque foi semeada de alguma forma, seja de um jeito pessoal e íntimo, seja na coletividade. Então, seremos “a favor”, de uma conscientização das mentes, dos comportamentos, uma cura, enfim, de âmbito global.

          Seja “a favor” da cura do câncer, “a favor” de uma melhor distribuição de renda, “a favor” da igualdade dos direitos humanos, “a favor” de uma visão política unificada, enfim, ao invés de manifestar-se “contra” a doença, manifeste-se “a favor” de sua prevenção.
        Não sou contra nada porque isso gera energia “contrária”, mas, sou a favor de acharmos a forma mais benéfica possível para buscarmos resultados.












O não do sim e o sim do não

O não do sim e o sim do não



            Dentro do não, há um sim e dentro do sim há um não. Isso é natural. Nada precisa ser exato. O Universo não se preocupa com a exatidão das coisas e festeja a imortalidade da relatividade. A relatividade é o não do sim dentro do sim do não. É uma piada harmônica e bela, que não pratica booling, mas diverte-se com a cara de todos nós.








quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Casamentos

Eu, Martha Medeiros e o Lobo Mal.

Li no Face um texto atribuído à Martha Medeiros sobre casamentos e manifestei-me dizendo que concordava com ela. Pois bem, o Face, assim como o Universo é um espaço vazio onde palavras são palavras, o céu é o céu e o inferno é o inferno.
O fato na verdade a que me referia é justamente a educação que temos desde nossa infância. Não sou contra o casamento, até porque ser contra qualquer coisa nos faz experimentá-la ainda mais, até que aprendamos a lição.
O que me espanta na vida é sermos sempre direcionados ao casamento com os outros, quando na verdade, penso que o primeiro casamento que deveria existir é o casamento do indivíduo com ele mesmo.
É neste ponto que me refiro concordar com o raciocínio da Martha, pois foi assim que o interpretei.
É bom casar. É bom ser casado e poder chegar em casa e encontrar alguém com quem compartilhar todas as coisas. Eu não afirmo que sou contrário a isso, mas sou sim, contrário a ideias pré-estabelecidas de felicidade. Assim como desde cedo somos vulgarmente levados a decidir por um time, também nos fazem crer que devemos o quanto antes decidir sobre casar ou viver solteiro. Tudo balela.
Não creio em laranjas sem metade correndo por aí atrás de sua outra face, até porque isso nos faz apodrecer mais rápido, visto que estamos sem a roupagem necessária de um dos lados.
A ideia de almas gêmeas me assusta pois nos transforma em almas fantasmas correndo de um lado para o outro em busca de algo que está e sempre estará dentro de nós mesmos.
Por toda a experiência de vida que tenho e por anos trabalhando com pessoas, penso sim, como Martha, que somos seres absolutamente inteiros e que, é óbvio, uma vez estando nesta condição mundana, quando acompanhados por um amor verdadeiro, nos tornamos ainda maiores.
Mas, vejamos bem, mas, se não casamos com nós mesmos e nos jogamos diretamente em relacionamentos afetivos sentimos de cara o peso de uma responsabilidade que automaticamente passamos ao outro, quando na verdade deveríamos estar assumindo sobre nós mesmos.
Ser feliz é que é a questão. Ser feliz com o que se É certamente tornará mais fácil encontrar a felicidade no outro também. O casamento é algo maravilhoso, mas o casamento como nos empurram goela abaixo é um pé no saco.
Se perguntássemos a Mário Quintana por que ele passou tanto tempo sem uma mulher ele faria risos e poemas com isso. Nem ouso imaginar a resposta, mas creio que ele havia encontrado na poesia sua primeira façanha, que certamente explicava por si só a sua passagem por esta encarnação.
Viver só é triste. Somos feitos para vivermos com alguém. Mas é realmente lamentável que sejamos programados a viver “com alguém” antes mesmo de podermos avaliar quem realmente somos.

E o Lobo mal? Ah, o Lobo mal que se foda, quem mandou comer a vovozinha.  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Feliz aniversário ao meu bundão predileto

Um dia especial
 (Uma homenagem ao 05 de novembro, torres não explodiram, mas explodiu-se um coração)

     Hoje é um dia especial, justamente pelo fato de ser um dia como qualquer outro, e não ter nada, absolutamente nada que o torne especial. Mas é um dia especial, porque tem de ser assim. Assim dizem os Lamas, os filósofos, profetas e curandeiros. Hoje é um dia especial. E só. Mas não há nada que o faça especial, a não ser a vida, que é especial e sempre será. Mas, então, hoje é um dia de que tipo afinal?

    Escrever é a única coisa que faço na vida que me gera prazer real. Os outros prazeres são carnais. São materiais. Mesmo que emocionais, ainda assim são materiais, pois são gerados na materialidade das emoções e não na sua essência.  Portanto, escrever é o único prazer em si, pois que escrevendo, estou livre e sem o dever de bater continência a quem quer que seja.

    Nem no ato sexual carnal, por mais amor e intensidade que tenha, obtenho tanto prazer como quando percorro a página em branco, digitando palavras, uma após a outra, numa atitude que beira a magia, a poética e fascinante magia das verdades puras, não conceituais, mas puras. Puras no sentido de como são concebidas dentro da pessoa e não dentro do contexto social no qual esta pessoa está inserida.

    Sonho com um mundo onde se tenha realmente liberdade. Mas isso não é uma coisa possível aqui, agora. É algo de outro plano, outro mundo. Ainda vibramos na frequência absoluta do “tenho que” e esse termo, diz respeito a uma obrigação e não a um real sentido de vida. Trata-se de uma obrigação. Quando muito, uma necessidade fisiológica disfarçada de espiritualidade.

    Onde está o sagrado? Mestres iluminados tem se empenhado por séculos em fazer-nos ver que o sagrado está em cada um, e cada vez mais erguemos templos e mais templos para reinterpretar essa máxima. Para mim, todo o processo é válido, mas mais cansativo do que realmente precisaria ser. Neste exato momento, enquanto lês estas linhas, o teu sagrado convida o meu sagrado para dançar. E só.

    Não há busca a ser feita. Não há regime que possa ser mais útil e vital do que a passagem pela infância. Somos todos a mesma coisa. Nos vemos por ângulos diferentes, caso contrário a passagem pela matéria ficaria muito sem graça. Este é um mundo de contradições. Piadas, ditas em discursos proféticos. Variações das neuroses mundanas, rotuladas de pós-graduação. Sou um engenheiro de coisa nenhuma.

    O Universo desprende-se em várias experiências o tempo todo. Jesus foi uma grande experiência, Buda, o Gautama, também. Ainstein, Freud, Alan Kardec, Hitler, Jacob, João e Maria. Chico Xavier, Gandhi, Casimiro de Abreu e Quintana. O cara que transou com sua mulher e a mulher que deu para o seu homem. Lula, tanto quanto Dilma. Osama, tanto quanto Barack. Raul, o raulzito, cantando a todos em seu Ouro de tolo, também.

    É muito engraçado quando, passados tantos anos, séculos até, isso em relação ao princípio do cristianismo, ainda nos dirigimos à divindade da vida pelo termo Pai. Como se o Universo fosse realmente pai de alguém. Cadê a mãe? Penso que quando o amado Cristo manifestou-se na forma de Jesus, disse-nos que havia um pai pelo simples fato de saber que estava materializando numa sociedade extremamente machista, patriarcal, portanto, se Ele usasse outra palavra que não fosse essa, teria menos êxito ainda. Se falando de Pai, foi crucificado, imagino o que teriam feito com Ele se usasse a palavra Mãe. Ora, porque até hoje não conseguimos nos desprender deste conceito? Simples. Somos acomodados.

   Não sou um cara ateu, mas me considero um bicho à toa, que faz coisas porque precisa fazer, mas não que queira. Sou extremamente imbecil e se dependesse de mim o mundo já teria sucumbido. Não entendo de cálculos, não sou forte em física, química ou qualquer outra coisa taxada de ciência exata. Não entendo a exatidão das coisas e aprecio a poética das possibilidades múltiplas. Mas, estaria morto se não fossem as grandes e brilhantes mentes que sustentam o mundo científico.

   Todas as religiões criadas pelo homem para satisfazer o homem estão em colapso. Não admitem e nunca o farão, mas estão. Na verdade já foram criadas dentro de um colapso total de ideias.

   Dançar, pular, cantar, agitar a alegria que corre nas veias é a melhor de todas as crenças. Somos infelizes porque vemos na seriedade uma falsa razão de viver. A seriedade transmite segurança, então nos agarramos a ela com todas as forças.  Repensem seus valores todos os homens ditos sérios deste mundo, todos os carrancudos e sisudos, que fazem transparecer firmeza por baixo de seus paletós. Vivam os palhaços. Viva o homem do gato, aos domingos, fazendo-nos de bobos de nós mesmos na mais pura demonstração de religiosidade matriarcal. Espiritual. Simples e verdadeira.

   Esta foi uma singela homenagem que fiz ao dia de meu quadragésimo oitavo aniversário. Um texto sem objetivo algum. Uma simples escorregada sobre o teclado deste computador. E só.

   Vou comer um bolo?